“Quanto à parte do livro (“Sertão de Espinho e de Flor”) que trata do sertão como objeto de interesse propriamente etnográfico, nas incontáveis notas que se seguem aos poemas, Othoniel Menezes revela uma comovente postura intelectual.

À sua experiência empírica, recolhida da memória infantil, acrescenta à de autoridade em assuntos sertanejos da estatura de Gustavo Barroso, José Américo de Almeida, Câmara Cascudo, Leonardo Mota, tantos outros.

E o que é mais: às fontes vivas, interlocutores da região, verdadeiros narradores das coisas do sertão, como o notável fazendeiro de Acari, Cipriano Bezerra Galvão, zeloso guardador da memória, antepassado de estudiosos competentes como os citados Oswaldo Lamartine e Paulo Balá. O resultado é um conjunto inestimável de informações sobre o Sertão. Sertão de cuja medida se tem idéia pela emoção do seu autor.” Tarcísio Gurgel (Os grifos não são do original)