A condição humana, a solidão do escritor e as cores do céu no final da tarde são alguns dos elos que unem a nova coleção de poemas de Rizolete Fernandes no livro “Vento da Tarde”. Edição bilíngue, em português e espanhol, a publicação será lançada hoje, às 18h, na Academia Norte-riograndense de Letras em Petrópolis. Antes de apresentar aos natalenses, a autora lançou “Vento da Tarde” na Europa em duas ocasiões: durante o 16º Encontro de Poetas Ibero-Americanos em Salamanca, Espanha; e na Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha.

 

Este é o quinto livro de Rizolete, e o terceiro de poesia. Em 2004, sua estreia na literatura, abordou o movimento feminista na obra “Mulheres em Luta no RN”; e ano passado “Cotidiana” mostrou a faceta cronista da escritora. Como poetisa, exercitou seus versos em “Luas Nuas” (2006) e “Canções de Abril” (2010). Nesta nova obra ela traz 44 poesias. “Meus versos falam da condição humana, dor e sofrimento, da solidão do escritor, da vida perecível, de natureza, da minha infância e de Caraúbas, cidade onde nasci”.

Como geralmente é a autora que banca a impressão de seus livros, nem pensava em publicar este ano: “O plano era lançar só em 2014, mas surgiu o convite da  Sarau das Letras e a possibilidade de traduzir para o espanhol que acabei convencida pela editora”, disse ”, disse Rizolete Fernandes, 64.

Sobre a importância da poesia na vida das pessoas, a autora destacou uma frase de Alfredo Péres Alencart, da Universidade de Salamanca e responsável pela tradução dos poemas da potiguar, no prefácio: “Ele diz que poesia ‘não serve para nada, mas é imprescindível’. Achei uma colocação perfeita; imagina como seria o mundo sem poesia?”, desafia Rizolete.