Pesquisa e texto: Frank Tavares Correia

O Engenho Cunhaú à luz de um de um inventário: Olavo de Medeiros Filho (13-02-1934 – 03-07-2005)

“A história da do Engenho Cunhaú funde-se com a própria história da Capitania do Rio Grande do Norte. Ocorrendo desembarque da esquadra trazida por Manuel Mascarenhas Homem, no dia 26 de dezembro de 1597, teve então início a reconquista do território dos franceses.

“Um dos destacados participantes daquela reconquista foi o mameluco Jerônimo de Albuquerque, filho de outro Jerônimo de Albuquerque e da índia Maria do Espírito Santo Arcoverde. Jerônimo de Albuquerque veio a ser o segundo capitão-mor do Rio Grande do Norte (1603-1610), celebrizou-se posteriormente na conquista do Maranhão, no ano que em 1614. Jerônimo recebeu a graça de acrescentar ao seu nome o apelido Maranhão, mercê do rei Felipe II de Castela, que acumulava a coroa de Portugal” (OLAVO DE MEDEIROS FILHO, O Engenho Cunhaú à luz de um inventario. Natal: Fundação José Augusto, 1993, p. 07).

O livro. Uma edição da Fundação José Augusto, com 86 páginas, capa dos artistas plásticos PAULO ROGÉRIO e IAPERI ARAÚJO, a obra tem oito capítulos assim ordenados: 1) Histórico do Engenho Cunhaú – A família Albuquerque Maranhão; 2) A família do coronel André de Albuquerque Maranhão – Dona Antônia Josefa do Espírito Santo Ribeiro; 3) Inventário de dona Antônia Josefa do Espírito Santo; 4) Os engenhos e fazendas; 5) Os escravos; 6) Gados vacum, cavalar, cabrum e ovelhum; 7) Jóias de ouro, objetos de prata e de cobre, móveis diversos; 8) Dívidas ativas e passivas – Os negócios de cunhaú. OLAVO DE MEDEIROS FILHO (13-02-1934 – 03-07-2005), com auxílio de fotografias, mapas, conta a história conta a história do Engenho Cunhaú, localizado em Canguaretama/RN, e que atravessou o tempo sobrevivendo, segundo o autor, por “quase três séculos”. É, a um só tempo, um trabalho de livro de história e genealogia.

O Autor. Nascido em Caicó/RN, em 13 de fevereiro de 1934 e faleceu em Natal, a 03 de julho de 2005. Funcionário do Banco do Brasil, historiador, genealogista, Membro do Instituto Histórico do Rio Grande do Norte, integrante da Academia Norte-rio-grandense de Letras e de outras instituições: Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (Sócio Correspondente, 1986); Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Sócio Correspondente, 1987); Colégio Brasileiro de Genealogia (Sócio Correspondente, 1989), entre outras.

Bibliografia do Autor. Dentre os principais trabalhos de OLAVO DE MEDEIROS FILHOS, listamos as seguintes obras: “Velhas Famílias do Seridó”, 1981; “Velhos Inventários do Seridó, 1983; “Índios do Açu e Seridó, 1984; “Naufrágios no Litoral Potiguar, 1988”; “Caicó, Cem anos atrás, 1988/2004”; “No Rastro dos Flamengos”, 1990; “Terra Natalense”, 1991; “Aconteceu na Capitania do Rio Grande do Norte”, 1997; “Os holandeses na Capitania do Rio Grande, 1998; “Gênese Natalense”, 2000/2002; Notas para a História do Rio Grande do Norte”, 2001; “Cronologia Seridoense”, 2002; “Ribeiras do Açu e Mossoró, Notas para sua História”, 2003.

OLAVO DE MEDEIROS FILHO na ótica de MOACY CIRNE. MOACY CIRNE, em dezembro de 2004, na Revista “Preá”, deixou suas impressões críticas sobre o trabalho de OLAVO DE MEDEIROS FILHO sob o título: “Olavo de Medeiros Filho, o pesquisador por excelência”. Transcreve-se, agora, um trecho que pinçamos deste artigo, o que constitui verdadeiro perfil do autor de “O Engenho Cunhaú à luz de um inventário”:

“E há historiadores que privilegiam a pesquisa pela própria pesquisa. Que privilegiam o saber historiográfico que passa necessariamente pelas fontes primárias, pelas informações documentadas, pelas comparações pertinentes. São historiadores muitas vezes áridos, muitas vezes de leitura difícil. Sua escritura é destinada, antes de mais nada, a historiadores e pesquisadores. Neste sentido, são historiadores fundamentais. Mais ainda: são desbravadores de caminhos e veredas.

“É o caso de Olavo de Medeiros Filho, o nosso pesquisador por excelência” (MOACY CIRNE, – Olavo de Medeiros Filho, o pesquisador por excelência –, in Preá: Revista de Cultura. Natal, n° 09, dezembro de 2004, pp. 30-1).

Fontes de Consulta. OLAVO DE MEDEIROS FILHO, “O Engenho Cunhaú à luz de um inventário”.  Natal: Fundação José Augusto, 1983.

Revista de Cultura Preá, n° 09, dezembro de 2004.

Folheto Impresso sobre a vida de OLAVO DE MEDEIROS FILHO, confeccionado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, distribuído em sessão solene de 29/03/2006.

Crédito da fotografia de OLAVO DE MEDEIROS: Acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.