(para Luciana)

o teu nome tem hora
de crepúsculo

e por mais que te escondas
entre ruídos de xícaras
buzinas de carros
escarros de damas

a tua secreta anatomia
se desvela
no batuque do salto
no arrastar da chinela

(o espanto das crianças
cresce a tua presença)

e o crepúsculo dá lugar
a um pingo de prata no céu.