Pesquisa e Texto: Frank Tavares Correia

“Natal que eu vi “- Lauro Pinto (06-01-1985 – 11-06-1985) –

“Eu, assim, venho acompanhado Natal há mais de sessenta anos, e, portanto, já vi muito. Andei de bonde de burro, fiz magníficas caçadas onde é o Tirol Tênis Clube. Comprei cavalos de barro na feira do Passo da Pátria. Fui batizado pelo Padre João Maria. Assisti à partida da Esquadra Brasileira do Potengy para tomar parte na Guerra. Vi a construção da primeira ponta de Igapó. Comprei carne verde a quinhentos reis o quilo. Fui muitas vezes, de bonde, até Areia Preta. Ainda vi funcionando a Fábrica de Tecidos Juvino Barreto. Fui aluno do professor João Tibúrcio…” (Lauro Pinto, “Natal que eu vi”. Natal: Imprensa Universitária, 1971, pp. -07-08).

O livro. Edição da Imprensa Universitária da Universidade Federal do Rio Grande do Norte “Natal que eu vi” , data de outubro de 1971. O Sumário está disposto com 07 (sete) capítulos, a saber: 1) Justificação; 2) Estado de vocação franciscana; 3) Cemitério dos ingleses; 4) Turismo de bronzes; 5) As divisões principais da cidade antigamente; 6) Primeiros imigrantes italianos em Natal; 7) Casas patriarcais. Após o Sumário, e antes do primeiro capítulo, há três dedicatórias. A primeira: “À querida esposa Yára”, a segunda: “Aos queridos e bons filhos”. E, por fim, a terceira: “Aos netos lindíssimos”. Com 71 (setenta e uma) páginas, Lauro Pinto (1905-1985) evoca a Natal de antigamente, com velhos personagens, fatos e espaços. As ilustrações ficaram a cargo de fotografias do próprio autor, de Evaldo e Nadelson Freire.

Bibliografia do Autor. Não deixou mais nenhum trabalho publicado além de “Natal que eu vi”.

O Autor. Bacharel em Direito, Cadete da Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro, Promotor de Justiça das Comarcas de Lajes e Pedro Velho, Secretário do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, Juiz das Comarcas de Açu e Goianinha, Advogado, Jornalista, Memorialista, nasceu em 06 de janeiro de 1985 e faleceu em 11 de junho de 1985.

Perfil do Autor por Sanderson Negreiros. Na Segunda Edição de “Natal que eu vi”, Natal: 2003, Editora Sebo Vermelho, o professor Sanderson Negreiros escreve (nas orelhas que guarnecem o livro):

“Todos os seus amigos contam e insistem: Lauro perseguia a alegria de viver. Transformava todas as horas possíveis em ambiente agradável de permanecer e singularizar a vida. Talvez não tenha sido o escritor consagrado – mas foi a figura humana que recolhem a amizade como atributo de Deus”.

Credito da foto: A foto publicada de Lauro Pinto pertence ao acervo da família.

Fontes Consultadas. Lauro Pinto, “Natal que eu vi”. Natal: Imprensa Universitária, 1971.
Lauro Pinto, “Natal que eu vi”, Natal: Editora Sebo Vermelho, 2ª ed., 2003.