Na peregrinação permanente em meus arquivos, deparei-me com esta foto histórica onde aparecem os “Sonhadores” desportistas que pretendiam fazer o milagre de dotar Natal com um estádio à altura do seu progresso.

Não vou nominar as pessoas para aguçar a memória dos leitores. Também não sei a época nem o autor da foto, mas certamente alguém do tradicional Diário de Natal – sei que o repórter era Edilson Roberto Lima.

Era o ponto de partida nas dunas de Lagoa Nova, quando a cidade ainda podia ser considerada do tempo dos pardais no verde dos quintais, onde havia fadas e bondes, mas igualmente existiam sonhadores de primeira linha = Humberto Nesi, João Machado, Aluízio Menezes, José Alexandre, Luiz G.M. Bezerra, Ernani da Silveira, Erildo L´Erestre, Rossini Azevedo, Everaldo Lopes, Mário Dourado, aos quais se somaram rapazes da província, como Moacyr Gomes, Mário Sérgio de Viveiros, Chico Dantas, Aristides Benigno, Moisés Dieb, Hélio Varela, José Pereira, Gilberto Cavalcanti, Fernando Guerreiro, Bartolomeu Santos, Luiz Roberto e Luis Fernando Pereira de Melo, dentre outras, que espero que os leitores identifiquem na fotografia ou puxando pela lembrança e enriqueçam este artigo com seus comentários, não permitindo que eu cometa injustiças.

Entre os políticos destaco Dinarte Mariz, Silvio Pedroza, Djalma Maranhão, Agnelo Alves, Jorge Ivan, Cortez Pereira. Cada um, em seu tempo, colocou uma tijolo para materializar o sonho.

Com muito sacrifício, a obra foi erguida e essa história começa a se concretizar com o levantamento do topógrafo João Alves de Santana.

(continua)

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(*)CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES – Blog do MIRANDA GOMES

RECEBI DE MOARY GOMES DA COSTA O SEGUINTE COMENTÁRIO, QUE COMPLEMENTA O MEU ARTIGO:

Caro irmão:

A materia de seu blog sobre o Machadão está muito boa, por isso quero, oferecer algumas informações para enriquecer sua pesquisa. Por exemplo, a foto dos pioneiros deve ser de princípios de 1967, época em que efetivamente se iniciaram as obras propriamente ditas, já no governo de Agnelo, embora antes Djalma Maranhão tenha cercado o terreno de 17 hectáres, e tenha feito alguma terraplanagem de regularização do terreno. Pode-se identificar da direita para a esquerda: Pacheco, então administrador do Palacio dos Esportes, Rubens Ferreira Campos, excelente desenhista que superou todas as dificuldades da tecnologia da época e desenhou todo o projeto arquitetônico do estádio, a mão livre, em seguida os engenheiros José Pereira da Silva e Helio Varela de Albuquerque, Moacyr Gomes, João Machado, Aluizio Menezes, Humberto Nesi, Agnelo Alves, o verdadeiro pai do estádio, Ernani Silveira, Erildo L’Erestre Monteiro, Everaldo Lopes, José Alexandre Garcia, o topógrafo João Alves Santana e Rossine Azevedo, os quais, juntamente com os citados no seu comentário, embora ausentes da foto, engenheiros, mestres de obras, estagiários e outros colaboradores, movidos por amor ao esporte e à nossa gente deram seu sacrifício para a luta que se tornou uma apoteose. São velhas imagens de “sonhadores” numa cidade onde era possivel sonhar.

A reportagem de Edilson Roberto Lima no Diário de Natal, teria ocorrido no dia posterior ao primeiro jogo da Mini Copa (torneio mundial comemorativo dos 150 anos da Proclamação da República), portanto deveria ter a data de 12 de junho de 1972. Uma busca nos arquivos do DN talvez resgatasse o texto completo da reportagem.

Seguem em anexo o que disse João Saldanha no O Globo do Rio de Janeiro da época sobre nosso estádio(naquele momento ainda conhecido como Castelão) e sobre nossa cidade, mais,um folder do America/Emproturn convocando o público local e os visitantes a lotar nosso estádio no campeonato brasileiro de 1973, e usufruirem de nossas belezas naturais, e por ultimo, segue também uma crônica de Rubens Lemos Filho comemorando os 30 anos da nossa praça de esportes, já na ocasião com seu nome definitivo em homenagem ao grande esportista e jornalista João Claudio Machado “Machadão”.

Tudo isso é história, pertence ao patrimônio da cidade. Alguns espertalhões e alguns politicos de ocasião, por motivos ainda não explicados querem eliminar nosso patrimônio. Há um velho brocardo que diz: ” Povo sem memória, sem cultura e sem história, é povo que não existe”.

O povo de Natal não merece o conceito de gentio primitivo.

Um abraço do irmão sempre grato,

Moacyr