O veraneio de 2011 já entra em sua reta final – as aulas de algumas escolam já começam no dia 24 e é preciso voltar à rotina. Nesse embalo se vão Thereza Raquel e os meus netos Lucas e Carlos Victor, que desta vez aproveitaram bem suas férias, graças a Deus.
Este ano não ocorreram os atrativos de anos anteriores mercê da instabilidade climática, que subtraiu caminhadas matutinas e outras programações ao ar livre, aprisioando-nos, na maior contagem do tempo, no interior da casa, como próprio dos dias de outono.
No entanto, nem todos esses percalços conseguiram apagar os momntos de alegria e satisfação do período. Contabilizamos, invariavelmente, as alvoradas festivas dos passarinhos cantando nas fruteiras da vizinhança, dentre outros, a “lavadeira de Nosso Senhor” e, um pouco mais tarde, a presença dos colibrís que há anos encontram guarida em nosso jardim.
Os netos são os únicos que não encontram tempo ruim, sempre criando alternativas para seus divertimentos, desde os jogos eletrônicos até os banhos de piscina, montada em nosso quintal.
As nossas saídas ao centro de Cotovelo, para o reabastecimento da despensa, nos oferece o contato com a população nativa da feirinha, mrcadinhos, farmácia e padarias, solidificando o elo com o lugar do nosso descanso anual.
Comemoramos o aniversário de Rosa Ligia, recepcionando parentes e amigos, numa confraternização mais estreita, inclusive nas visitas que recebemos em cada final de semana, acontecimentos menos comuns na Capital, ajudando a afastar o tédio. A propósito nos visitaram Didi Avelino e Hudson – aquele trazendo do Rio de Janeiro, onde mora, uma magnífica imagem de Nossa Senhora da Conceição, feita em papel marchê.
Novas leituras, televisão e filmes em DVD ajudam a passar o tempo e ficar o conhecimento de novos caminhos ofertados pelos poetas e escritores locais e de alhures.
A “internet” passou a ser um componente que nos permite atualização do contato com os muitos amigos e suas mensagens são saboreadas com mais apetite.
Lamentamos que a capelinha do “Imaculado Coração de Maria” mantida por Dona Luizinha e Seu Soares não esteja aberta e, pior que isso, tudo indica que perderemos a convivência com esses tradicionais moradora da Rua Parnaíba, com os quais compartlhamos a geografia sentimental da Rua Parnaíba nesses mais de 20 anos de vizinhança, restando Zequinha e Pandoffe – a casa deles está exposta à venda..
Outro aspecto positivo a registrar é o luar de janeiro, que consegue vencer a rigidez do tempo chuvoso, para reinar soberana, irradiando sua belea prateada.
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* Carlos Roberto de Miranda Gomes – escritor/veranista