Olá amigos, saúde e sucesso para todos vocês…

 

Sempre quis digitar isto, mas não havia tempo.

 

Eu, André Sales, após ser aluno especial do doutoramento em Sociologia da UFPB por mais de dois anos, gastando todo o necessário, morando em Natal e viajando semanalmente para cursar as disciplinas na Paraíba (5 delas, ao todo), decidi publicar em livro meus artigos de final de disciplinas, já que a própria UFPB valorizou demais um deles.

Para um simples aluno ouvinte, publicaram (a UFPB) meu segundo artigo na Revista do CCHLA/UFPB. Lógico que fiquei me sentindo feliz, já que fui eleito entre 200 congressistas, para publicar meu artigo numa revista com uns 20 textos apenas, sendo a maioria deles somente de “cobrões” da área de humanas/UFPB.

Buscando ajuda, já que estava desempregado, pedi “penico” logo ao professor Jader Nunes, então Reitor. Ele prometeu ajuda e mandou eu falar com José Luís da Silva, meu atual editor-chefe.

Demorei um ano corrigindo os 7 artigos para meu primeiro livro.

O resultado é inimaginável: na hora “H”, o Magnífico Reitor disse que nada podia fazer para me ajudar, pois eu já não era aluno da UFPB (onde adquiri o título de Mestre em Serviço Social, em 1996, e fui Professor substituto em 1997).

 

Decidi então, por tudo que aprendi na excelência da Sociologia da UFPB, fazer uma pesquisa aprofundada sobre costumes locais, tradições populares, em AREZ/RN, onde então vivia. Terra de meu pai (mamãe nasceu em Inajá, Pernambuco).

 

Diz o outro (acho que León Tostói) que se você quer mudar o mundo, comece por sua aldeia…

 

Resultado: a Prefeitura de Natal me elegeu como o melhor escritor em antropologia/etnografia do estado do RN em 2006.

 

Com o prêmio de 3 mil reais, paguei meu primeiro livro. Aquele já pronto, desmilinguido, que o Magnífico pisou em cima e amassou…

 

Com a venda deste primeiro livro, paguei o segundo livro, sobre lendas de AREZ (muitas delas de caráter universal, com raízes em Portugal, etc.), justamente o livro premiado pela FUNCART/RN, na gestão do simpático prefeito Carlos Eduardo.

 

E por aí, f u i…

 

Agora, quero compartilhar com outros escritores amigos que tenho em minha lista de e-mails (50 personalidades), nomes e títulos de livros de alguns escritores, que também se achavam “chinfrins”, como eu da primeira vez, intentando elevar o moral de meus amigos, e para demonstrar que não dói pagar seu primeiro livro. Ou seja, quero incentivar aos outros, o que é meu costume minha e mania, diariamente.

Lá vai minha listinha (quem quiser acrescentar nomes, me escreva, por favor, que eu aumento a lista atual e socializo, como se fosse aquelas “pirâmides” dos agiotas…):

 

1)      A imortal da Academia Brasileira de Letras (desde 1977), Raquel de Queiroz, pagou, sozinha, seu primeiro livro, O Quinze, em 1930. Foi um sucesso…

2)      Outra imortal da ABL: Lygia Fagundes Teles (1923-…….), pagou, sozinha, em 1938, seu primeiro livro: Porão e Sobrados (Contos).

3)      Manuel Bandeira (1886-1968), sim, ele mesmo, outro imortal da ABL, pagou de seu bolso, sem ajudas governamentais, etc., seu primeiro livro: A Cinza das Horas (Poesia).

4)      Oscar Wide também pagou seu primeiro livro de poesias (quem não lembrar, procure na wikipédia quem foi o gigante das letras Oscar Wide).

5)      José Ribamar Ferreira Gullar, um de nossos maiores poetas vivos, pagou de seu bolso o primeiro livro, em 1949.

6)      Caio da Silva Prado Júnior, “um dos grandes intérpretes do Brasil”, publicou e pagou, em 1933, seu primeiro e famoso livro: Evolução Política do Brasil (que se tornou um clássico, e clássico, vejam Ítalo Calvino, não é pra qualquer um…).

7)      Eu já me coloquei nesta lista. Paguei, sozinho meu primeiro livro: Trabalho Infantil, Crise do Trabalho, Simmel e Marx: Ensaios Sociológicos (EdUFPB, 2006), ainda com o maravilhoso amigo estressado José Luís da Silva (o magnífico ex-reitor deve viver hoje, magnificamente, sem ter me ajudado como prometeu…).

Meu segundo livro também vai por aí, mas, segundo, já é outra lista…

8)      Minha grande amiga zoóloga, confreira da UBE/RN, professora da UFRN, de quem revisei o português de seu mestrado, doutorado, primeiro, segundo e terceiro livros, talvez não queira se expor, mas, também faz parte desta lista de altíssimas personalidades da escrita brasileira (vamos aguardar se ela não tem vergonha de aparecer, e se colocará nessa “pirâmide”…).

9)      Por fim, e por enquanto, descobri essa semana, numa Veja antiga, que ninguém menos que o maior poeta do país, Carlos Drummond de Andrade também publicou seu primeiro livro de seu próprio bolso: Alguma Poesia, de 1930, como tantos outros, numa singela tiragem de 500 exemplares. É desnecessário dizer que TUDO dele é um sucesso!!!

 

 

Gostaria muito que, embasado em fontes fidedignas, meus 50 amigos ajudassem a aumentar esta lista (contribuindo para o efeito piramidal deste texto, do qual eu serei o mediador, o “catalizador” de ideias que sirvam de incentivo a outros escritores iniciantes).

 

Agradeço, André Valério Sales (sócio efetivo da União Brasileira de Escritores/RN, com atualmente 7 livros publicados; tal como dizia o Nobel de literatura Sir Winston Churchil: todos os 7 livros pediram a este pobre autor: sangue, suor e lágrimas!).

 

Arez/RN, 7 de outubro de 2012.