POEMAS DE BARTOLOMEU MELO


O azul da manhã mofino de frio,
brilho de chumbo no dorso do rio,
vento lá fora a fazer corrupio,
chiado de chuva sobre o casario…
Tristeza restante no peito vazio,
saudade virando quase desvario
e esta rima chata, de som doentio.

Loas ao meu Chão

Tempo, rio de águas mansas
que passas dentro de mim,
não me leves as lembranças
do velho Ceará-Mirim.

Meu lugar, eu tenho pena
de não te poder cantar;
tuas coisas tem uns motes
que ninguém sabe glosar.