A cidade passou

antes de mim.

E não houve adeus.

Perdeu-se

no caos incontrolável

da impermanência.

Não a cidade onde nasci,

é óbvio,

mas a que aprendi a amar depois.

E quando vi que passara,

retirei-me.

Sem olhar para trás…

Anjos

- que não sabem que são anjos -

vieram ao meu encontro

e serviram-me.

Ainda não morri,

concordo,

mas a alma de minha cidade

não existe mais.