CONTRIÇÃO
A tristeza que vedes em meus olhos
Não será maior do que a tua, amor.
Sei que te faço sofrer impiedosamente,
Ao passo que minh’alma, aos poucos,
Se desata em pranto e melancolia
E a minha boca murmurante cala.


AJOELHADA
Aos teus pés, minha poesia se ajoelha
Tonta com o teu jeito puro de menina,
Andar suave e malicioso que alucina,
Olhar cintilante que o pecado espelha;
E com o peito abalado soluça fundo
Esperando um beijo da boca pequena
– Maravilhosa, sensual, doce, serena—
Para cantar o maior amor do mundo.