O RESPEITO À DIVERSIDADE

É DA NOSSA OBRIGAÇÃO

 

De: ROSA REGIS

 

 

Meu Deus de Imensa Bondade

Dai-me o saber pra falar,

Aqui, da diversidade,

No sentido de informar,

De acordo com meu conceito,

O que deverá ser feito

Para a mesma, respeitar.

 

Falar da diversidade

E do respeito devido

A ela, traz-me à lembrança

Um papo por mim ouvido

Que deixou-me arrepiada,

Porque fiquei revoltada

Com alguém no papo envolvido.

Falava de tolerância,

E isto me fez pensar:

“Tolerância? Mas, por quê?

Não há o que tolerar!

Visto que: à alteridade,

Nós devemos, na verdade,

No mínimo, respeitar.

Num mundo globalizado,

Onde há padronização

Respeito à diversidade

É, em si, a afirmação

Daqueles que vão buscar

O direito de escapar

Da tal massificação

A diversidade em si

É uma realidade

Que sempre há de existir

No seio da humanidade.

Temos que ser conscientes,

Somos todos diferentes!

Esta é a grande verdade.

Valorize o “diferente”,

Pois isso é reconhecer,

De uma forma bela e plena

Sua alteridade, e ser

Conhecedor da existência,

No outro, da sua essência.

A si mesmo, no outro ver.

Mas, se alguém não me aceita

Com minha forma de ser

Deverei, eu, condenar

A sua forma de ver?

Me pergunto e me respondo:

Se assim for estou pondo

O que aprendi a perder.

 

Valorizar o diverso

Não pode ser “fetichado”.

Só há sentido se houver

Troca, for compartilhado

De forma que “os diferentes”,

No ato, tornem-se entes

Tal e qual, de lado a lado.

Pois diversidade, em si,

Só tem sentido na troca.

Se não se deixa tocar

E nem no “outro”, ela toca,

Não há compartilhamento,

É algo sem sentimento:

Cada qual na sua “loca”.

O capital, habilmente,

Tudo em consumo transforma,

Inclusive o diferente.

Vendo-se que, desta forma,

O exótico, o intocado,

Em produto é transformado

Seguindo um padrão ou norma.

Lá na escola me ensinaram

Que “somos, todos, iguais”.

As pessoas são diversas!

Isso não quer, ademais,

Dizer que não aceitemos

As diferenças! Devemos

Divergir dos ancestrais.

A formação do indivíduo

Depende da educação:

Do ensino/aprendizagem,

Da socialização,

Que é onde o cognitivo,

O físico e o afetivo,

Juntam-se entrando em ação.

Para se bem educar

Terá que haver muito amor!

Amor incondicional

Ao que se faz e ao que for.

E, de forma radical,

Um amor especial,

Amor unificador.

No que diz respeito à Escola,

Os rumos da educação

Terão que ser definidos

Por todos na mesma ação.

O processo educativo

Com fim participativo

Faz com que haja comunhão.

E havendo comunhão

Há uma possibilidade

De capacitar a todos

Envolvidos de verdade,

Para as participações

Na busca de soluções

Para escolar a cidade…

De uma forma democrática,

Todos terão, por direito,

De dar sua opinião,

De emitir o seu conceito.

E para assim vir a ser,

Será necessário haver

Às diferenças, respeito.

Para que haja respeito,

Real, à diversidade

No colégio, no trabalho,

Em qualquer localidade,

Dignidade e direito

Para todos, com efeito,

É necessário, em verdade.

Uma escola que respeita

A diferença, afinal,

É uma escola pluralista

Voltada pro social,

E cada um ser que a compõe

Opina: aceita ou se opõe,

De uma forma natural.

Pois uma escola é composta

Por pessoas diferentes,

De opiniões variadas,

Coisas diversas nas mentes.

Surgindo a necessidade

De que ocorram, na verdade,

Combinações permanentes.

Se nós não pudermos ter

Uma escola igualitária,

Que nossa escola não seja,

Porém, tão deficitária!

Reconheça as diferenças

Sociais, de raça, crenças…

Com qualquer indumentária.

A imagem construída,

Geralmente, do irmão

Que porta deficiência,

Legitima uma exclusão

Política e social,

Causando-lhe, como tal,

Verdadeira humilhação.

Pois, projetar sobre “o outro”

Uma imagem inferior

Pode levá-lo a pensar-se

Um ser sem qualquer valor.

E poder-se-ia, então,

Dizer-se disto, opressão,

Ato desrespeitador.

Da heterogeneidade

Já não se pode fugir!

diversidade em tudo

Não há o que discutir:

Desde a comportamental

À étnica e a racial…

Nela temos que imergir.

No multiculturalismo

Há aquele Conservador;

Liberal; corporativo;

O crítico… Onde o valor

De cada, é essencial

Para que haja, afinal,

Um bom denominador.

E o “tolerar” me enerva!

Pois eu penso que “aceitar”

De uma forma tolerante,

É, em si, discriminar.

Tenho que ser consciente

De que um pensar “diferente”

Só vem ao meu completar.

Por que haver percentual,

Em si discriminador,

Marcando de “incompetente”

Àquele trabalhador

De física deficiência,

Porém tendo a competência

De qualquer um no labor?

Há diferenças: de sexo,

De fé, de raça e, afinal,

De geração, de cultura

E de classe social.

Mas, para se viver bem,

A humanidade tem

Que respeitar no geral.

Os desejos e os afetos

Fora da “normalidade”,

São ainda preteridos

Por nossa sociedade.

Alguns aceitam, outros não.

Pois ainda há repressão

E preconceito à vontade.

O negro, o branco, o amarelo…

Qual é a cor que convém?

São apenas diferentes!

Ninguém melhor que ninguém.

Sejam crentes e/ou ateus,

São todos filhos de Deus

E os mesmos direitos têm.

Opiniões diferentes;

Formação, educação;

Cultural experiência;

Atitudes, credos… São

Pontos diversificados

Que, se forem bem usados,

Bons resultados trarão.

A linguagem diferente;

O pensar, que não condiz

Com o meu; a sua veste

De diferente matiz;

O seu grau de educação

Ou a sua origem, não

Faz que eu condene o que diz.

E assim, com meus botões,

Penso que: a diversidade,

Pra que haja paz no mundo,

Terá que ser, na verdade,

Respeitada. E eu, com fervor,

AJO COMO UM DEFENSOR,

RESPEITO A DIVERSIDADE.

 

Natal/RN – julho de 2010