A DOCE LÁGRIMA

Lúcia Helena Pereira

Ela escorria da ladeira d´alma

Radiosa como um sol.

Vinha de um cântaro de perfumadas flores,

Docemente deslizando dos meus olhos.

Bem à beira daquela fonte de luz e riacho,

A lágrima passava veloz

Misturando-se à incansável simbiose de águas

Que o segredo buliçoso do momento,

Expandia!

Havia naquela lágrima, uma doçura imensa,

Canção distante no olhar querente

Insatisfeito, magoado, espinho cravado na íris

Ferida ainda aberta, sangrando…

A minha lágrima dorida

É uma fonte imensa de tristeza

Caindo num lago azul, só de flores

Onde anjos banham-se e cantam.

Onde os meus sorrisos de infância?

Onde a felicidade de outrora?

Onde recuperar o passado?

Onde não sofrer buscando explicações?

Desce um véu de luz dos meus olhos,

Inebriante estrela fulge ao longe,

Sinto-a escorregar entre os meus dedos…

É a lágrima contente, a festejar!

A ALMA DAS FLORES
Lúcia Helena Pereira

Sobrevoa a pétala da flor rosada
Desprendida e tão grávida de orvalho
Banhando-se no morno sol do amanhecer.

Em sua pele, transparente e inconsútil
Vê-se o bordado da pureza e da alegria
Enternecendo o coração da gente.

Película branca, rosa ou levemente lilás
Cobrindo sua nudez despetalada
Que o vento arrasta, para onde quer.

A alma das flores chora
Um pranto delicioso, nota magoada,
Que sobrou, de um cortejo florido.

As flores dançam, desmaiam, suam…
E a alma delas exala sutil halo,
Incandescente, cristalizando-se na pele.

Oh! Deus, quisera perpetuar as flores,
Demorar sua beleza e aromas,
Mas sua alma as leva tão brevemente…

A alma das flores traz um toque de brilho,
Luz que se derrama dos hibiscos
E se materializa na forma e cor, tão delicadas!

Oh! Alma das flores, demorai seu egoísmo,
Deixai que essas pétalas macias perdurem
E encham nossos olhos de inocência.

Não permitais, alma indolente, radical,
Que as flores se machuquem, elas sentem dor,
Choram e agonizam ao soprar dos ventos.

Quero a alma

A ALMA DAS FLORES
Lúcia Helena Pereira

Sobrevoa a pétala da flor rosada
Desprendida e tão grávida de orvalho
Banhando-se no morno sol do amanhecer.

Em sua pele, transparente e inconsútil
Vê-se o bordado da pureza e da alegria
Enternecendo o coração da gente.

Película branca, rosa ou levemente lilás
Cobrindo sua nudez despetalada
Que o vento arrasta, para onde quer.

A alma das flores chora
Um pranto delicioso, nota magoada,
Que sobrou, de um cortejo florido.

As flores dançam, desmaiam, suam…
E a alma delas exala sutil halo,
Incandescente, cristalizando-se na pele.

Oh! Deus, quisera perpetuar as flores,
Demorar sua beleza e aromas,
Mas sua alma as leva tão brevemente…

A alma das flores traz um toque de brilho,
Luz que se derrama dos hibiscos
E se materializa na forma e cor, tão delicadas!

Oh! Alma das flores, demorai seu egoísmo,
Deixai que essas pétalas macias perdurem
E encham nossos olhos de inocência.

Não permitais, alma indolente, radical,
Que as flores se machuquem, elas sentem dor,
Choram e agonizam ao soprar dos ventos.

Quero a alma das flores sobrevoando
Em jardins negros, com lagos borbulhantes
As flores são doces, lindas e gentis.

A alma das flores enfeita nossas festas,
São meninas rosadas e amarelas, gritando suas dores,
Esticando suas pétalas, gritando gemidos…Help!

das flores sobrevoando
Em jardins negros, com lagos borbulhantes
As flores são doces, lindas e gentis.

A alma das flores enfeita nossas festas,
São meninas rosadas e amarelas, gritando suas dores,
Esticando suas pétalas, gritando gemidos…Help!