POEMA LACRADO

 

 

Meu abraço pluri-sexual na sua

imagem  niquelada

onde o grito

desliza suavemente nos seios fixos

a

diminuta peça teatral estreando para os alucinados

e as

crianças instalavam transatlânticos nas bacias

de água morna

Tarde de estopa carcomida

E pêssego c/ marshmallow no Lanches Pancho

Meu pequeno estúdio invalido por meus amigos bêbados

Miles Davis a 150 quilômetros por hora

Caçando minhas visões como um demônio

uma avenida sem nome e uma esferográfica parker

nos meus manuscritos

e os anjos catando micróbios psicomânticos

dentro dos Táxis

minhas alucinações arrepiando os cabelos do sexo

de Whitman

ó janela insone que a chuva

abre desesperada!

Ó delírio das negras “á saída das

Prisões

Os drinks desfilam diante dos amigos

Embriagados no tapete

Saratoga   Springs

Kümmel coquetel

Minhas almas estão sendo enforcadas

Com intestinos de esqualos

meus livros flutuam horrivelmente

no parapeito meu melhor amigo

brinca de profeta

no meu cérebro oito mil vagalumes

balbuciam e morrem

 

 

O INFERNO MUSICAL

 

As horríveis pianolas

de câncer

descendo várias semínimas

Até  o galo

ondas de meu agrado

&  sempre

Sonorizando a Hara Premeditada

OS QUINZE VELOCÍPEDES

NA LADEIRA

DO AMOR

Como um Mar de bocas

tóxicas de sagitários

Ondulando nas almas

Que dançam despidas

MONSTROS GIRATÓRIOS

Pijamas

ANTINOUS

 

 

(movimento de árvores)

são questões

terça-feira eu prefiro você bem

louco

minha palavra & nada que você acredita

poderá acontecer: outras olhos injetados Hegel

durma com suas violetas do subúrbio

a cidade tosse como

um índio com febre

São Paulo acorda em suas coxas

docemente

banho quente com vapor

Em espiral flocos de

samambaias eróticas

assim que você espreguiçar eu estarei

sangrando

Baudelaire sangrou na ponte negra do Sena.

molécula  procurando a brecha do

universo & suas trezentas flores

Assim é a lucidez,

O swing das Fleurs du Mal.

Completa tortura roendo a realidade

&

l´ limmense gouffre.

todas as paixões/ convulsões no

espelho. Baudelaire & ses fatigues

rumo á pálida estrela.