A MEDIDA PARA O MALHO

 

 

 

Mote

Não quero mais do que tenho.

A medida para o malho

Pela taxa da Cafeira,

que tem do malho a craveira,

São dois palmos de caralho:

Não quer nisto dar um talho,

E eu zombo do seu empenho,

Pois tenho um palmo lenho,

Com que outras putas desalmo,

Inda que tenho um só palmo,

Não quero mais do que tenho.

NECESSIDADES FORÇOSAS DA NATUREZA HUMANA

Descarto-me da tronga, que me chupa,

Corro por um conchego todo o mapa,

O ar da feia me arrebate a capa,

O gadanho da limpa até a garupa.

Busco uma freira, que me desentupa

A via, que o desuso às vezes tapa,

Topo-a, topando-a todo o bolo rapa,

Que as cartas lhe dão sempre com chalupa.

Que hei de fazer,se sou de boa cepa,

E na hora de ver repleta a tripla,

Darei, por quem ma vaze toda Europa?

Amigo, quer se alimpa da carepa,

Ou sofre uma muchacha, que o dissipa,

Ou faz da sua mão sua cachopa.