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Sobes o antepenúltimo degrau da escada,
Ilusão da tua glória,
Que te impulsiona entre a órbita e o óbito

Tudo ainda haverás de querer
Mas o tempo, inexorável, escorre
Trazendo como oferendas a flauta doce e a cartola do mágico.

O tempo verte água do âmago das pedras
Debruça-se sobre lírios e delírios
Enquanto serve ração de esperas

Avoluma-se num latifúndio de ventos,
Enquanto se vão os anseios
E a solidão se cumpre.