MANIFESTO COPROFÁGICO

a merda na latrina

daquele bar da esquina

tem cheiro de batida

de botina

de rotina

de oficina gasolina sabatina

e serpentina

bosta com vitamina

cocô com cocaína

merda de mordomia de propina

de hemorróida e purpurina

merda de gente fina

da rua francisca miquelina

de teresina de santa catarina

e da argentina

merda comunitária cosmopolita e clandestina

merda métrica palindrômica Alexandrina

ó merda com teu mar de urina

com teu céu de fedentina

tu és meu continente terra fecunda onde germina

minha independência minha indiciplina

és avessa foste cagada da vagina

da América latina

SPIK [SIC]  TUPINIK

Rebel without a cause, vômito do mito

da nova nova nova nova geração,

cuspo no prato e janto junto com palmito

o baioque ( o forrock, rockixe), o rockão.

Receito a seita de quem samba e roquenrola:

Babo, Bob, prop, pipoca, cornflake;

take a cocktail de coco com cocacola,

de whisky e estricnina make a milkshake.

Tem híbridos morfemas a língua que falo,

meio nega-bacana, chiquita-maluca;

no rolo embananado me embolo, me embalo,

soluço – hic – e  desligo – clic – a cuca.

Suo luxo, chulo e chic, caçula e cacique.

I am a tupinik, eu falo em tupinik.