Eterno Amor-  “ A Rolf Haak-  18/9/1945- 26/5/1998”

Ressalva a aura, e no calhado vivido,
O terno riso nos lábios da lembrança
Sorve de o tempo cada lágrima caída
Na incoerência de os cristais partidos.

Ora alegando a alacridade pretendida
Pra irrigar hoje o presente desbotado
E no aspecto lúdico dos astros distantes
Nuvens se alijam, pra chover o pranto.

Ao cogitar o tamanho amor prezado
Num brinde a vida com taças vazias,
Sem vinho tinto, aromado sem sabor
Cinge-me o imo a força da saudade…

Inerte o corpo, já sem ar nos broncos,
N’ alma carrega o fadário da ausência
E o estimado amor na poesia inacabada,
Eclode em Rosas que te oferta o vento.

Ramadas flores no vergel da convivência
De Amor- perfeito enlaçado à felicidade,
Parabéns meu AMOR! Que na morte vive;
Inspirando estros, além da eternidade…

Deth Haak