CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES – advogado/veranista

A nossa casa de praia teve a alegria de receber uma visita querida, que nos levou a um passado marcante dos anos 50, quando éramos, ainda adolescente. Refiro-me a Edílson Avelino dos Santos (Didi Avelino), irmão de Edmilson, que foi comigo e Odúlio Botelho ? os meninos prodígio da Rádio Poti de Natal. Em verdade, no tempo em que freqüentamos a casa de Seu Chico Avelino, ali pertinho da Maternidade Januário Cicco, Didi era uma criança.

A sua descoberta aconteceu no ano passado, quando navegava pela internet em busca de alguma informação sobre Edmilson, já falecido, para complementação de parte do livro que estou escrevendo sobre meu tempo de radialista e, fui surpreendido com uma entrevista dada por Didi a um blog, quanto descobri ser ele um artista consagrado no Rio de Janeiro, onde dizia que o seu irmão mais velho Edmilson, fora um artista mirim em Natal e até gravara um disco. Entrei em contato com ele e daí por diante estreitamos nossa amizade, solidificada com sua vinda a Natal, passando por São José de Mipibú, cidades onde possue familiares e proporcionando a gravação de um programa na TVU conduzido pelo seu primo Tarcísio Gurgel – ?Memória Viva? exibido no dia 24 de dezembro passado, contando, além de mim, com a participação de Domílson Damásio e dos músicos Gustavo Medeiros (cavaquinho), Francie (violão de 7 cordas) e Deo do pandeiro. A cada intervalo a equipe técnica vibrava, pois nunca o programa havia sido gravado nesse formatação, com apresentação de músicas.

Didi Avelino integra hoje o ?Grupo Retrô? do Rio de Janeiro, onde reside, especializado na difusão da música popular brasileira de raiz, possuidor de invulgar simpatia e de uma voz que lhe rendeu ser conhecido como  o ?voz de veludo?.

Eu e minha família o recebemos em Natal, como também ao meu colega de turma Antônio Edvaldo de Araújo, residente, também, no Rio, a escritora Leide Câmara, Domilson e Iara, que trouxeram Gustavo Medeiros e Deo do pandeiro. Rolou muita música da legítima MPB, tangos e canções interpretadas por Didi, por mim, Iara, dando um show especial e os meus irmãos Moacyr e Zezinho, também amantes da música. Diga aí uma coisa não programada que deu certo!

Naquela ensolarada tarde de Cotovelo, a par das despedidas, renovamos a nossa amizade e aos seus familiares, em especial aos sobrinhos Nílton Avelino, artística plástico, filho de Edmilsa, Hudson e D. Núbia, mas já acertamos novo encontro no final do ano, desta feita tudo programado, quando teremos tempo de ampliar o elenco de amigos-artistas, como Guaracy Picado, Odúlio Botelho, Liz Nôga, Airton Ramalho, Roberto Ney e outros que certamente nos lembraremos, resgatando o passado e comemorando o presente.