CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES – advogado/veranista

Alguém já disse que em todo findar existe um amanhecer. Terminou o veraneio em Cotovelo, para mim. Amanhã já assumo as minhas tarefas citadinas, deixando para trás o tempo de devaneio.

Foi uma jornada de quase 30 dias, cinco visitas a prontos-socorros com pessoas da família, um curto-circuito que inutilizou meu velho televisor e alguns outros aparelhos elétricos, uma visita “do amigo do alheio”, sem sucesso, um armador quebrado com queda da rede de um filho, muito abuso de som, em particular com os excessos do Circo da Folia, cujos decibéis devem incomodar até os defuntos, sem qualquer alento das autoridades constituídas ou mínimo respeito ao próximo. No entanto, igualmente, de muitas caminhadas, visitas de pessoas e dos passarinhos (nos despertavam todas as manhãs – em especial a fidelidade de um beija-flor), jogos, boas conversas, leitura de livros e revistas e o deleite de um mar infinito aberto para limpar as mazelas do corpo e da alma, com suas águas `calientes’.

“Noves fora os percalços referidos”, no mais tudo correu bem e deixou algumas saudades. É hora da partida, antes do findar deste domingo e o coração bate mais forte, não sei se a indicar um até o próximo veraneio ou mesmo um adeus – nunca se sabe o tempo de Deus. Afinal, a simplicidade da praia e o seu silêncio de outrora foram sufocados por alguns forasteiros com pouca educação, e já cativa menos.

Agradeço as homenagens recebidas dos amigos, a receptividade das minhas Cartas de Cotovelo pelos “blogueiros” Lívio de Oliveira, Franklin Jorge, Lúcia Helena, Dumaresq do blog da UBE/RN; dos e-mail’s, telefonemas ou comentários pessoais; aos leitores que fizeram críticas (todas favoráveis) nos próprios blogs; por fim, aos amigos do Jornal de Hoje, que publicaram algumas das minhas crônicas.

Agradeço, ainda, às visitas dos parentes e amigos, a assistência do meu caseiro João Batista, os pães de D. Léa e as tapiocas de D. Helena, das auxiliares domésticas Iara, Leninha e Luciana, a presença dos filhos, netos, noras e genro e demais parentes e esquecer alguns poucos desencontros.
Registro, por fim, os momentos de solidariedade cristã proporcionada por D. Luiza e Seu Soares, velhos moradores da Rua Parnaíba, 486, vizinhos de Pandofe e Zé Correia, na sua capelinha do “Imaculado Coração de Maria” e da festa que carinhosamente prepararam em homenagem à Nossa Senhora da Conceição com o comparecimento de veranistas e moradores de Cotovelo e Pium e o apoio total da Paróquia da região, que conduziu as suas celebrações com extrema competência, encerrando o tríduo de 28 a 30 com procissão e missa. A festa contou com uma banda de música, leilão, sorteios, comida e música.

Até breve, um abraço para todos, aleluia…oberê, obará…