Diulinda Garcia

Agente se apaixona por alguém para depois descobrir que,parte doque amamos nele,são as diferencas existentes entre nós e que depois do casamento,começam a interferir na nossa fantasia romântica,mais ou menos como a fantasia de Lillian Hellman, a qual consiste no grande homem e na grande mulher marchando juntos e felizes para sempre.

Essa alusão à fantasia de Hellman,é para lembrar que ela foi apresentada como um fato,não como uma ficção,fazendo com que acreditemos que quando nos apaixonamos,é possível ser feliz para sempre no casamento, mesmo quando nos deparamos com o lado escuro do outro evidenciado pelas vicissitudes do cotidiano a dois.

No começo acha-se charmoso,excêntrico…depois perde a graça e torna-se inevitável o momento em que tudo é motivo para irritação e intolerância.Aí você encontra aquela amiga dos tempos de faculdade e desabafa:Rui não passa de um pão-duro,fuma,tosse,deixa cair migalhas no chão,comete exageros no trânsito,esquece as datas mais importantes e para completar diz:”entre você e mim”.Lembra que sonhava casar com um linguista com fluência em francês ou um famoso jogador de tênis…

Em breve o que restará de um casamento que não resiste à lista de insatisfações que se acumulam,tornando insuportável o convívio conjugal?Há várias coisas que se pode fazer antes de pôr fim a um casamento que agoniza-comprar uma casa,ter um caso e ter um filho-são os mais comuns .
Mas enquanto o movimento feminino evolui e antes que sobre apenas,um arranjo social(sair juntos para os lugares,sorrir,mentir e pousar de casal feliz unidos para sempre),você sai e deixa tudo para ele,levando apenas os seus pertences pessoais:seus discos e livros,exceto Cem Anos de Solidão,a pedido do próprio Rui.