Por Eduardo Gosson



03 – Francisco Antônio Gosson, tio

 
Dando continuidade ao percurso, a Nau da Eternidade pára para pegar mais um passageiro: Francisco Antonio Gosson (Dezembro, 27, 1996). No último trimestre deste ano, o Prof. Francisco começou a sentir problemas com a voz e a garganta. Ficou preocupado porque seu ofício era o de Professor da Faculdade de Farmácia, onde lecionava a disciplina de Parasitologia e Análise Clínica. Após exames de rotina, descobriu que era portador de um câncer na garganta.

Entre a descoberta e a sua morte passaram-se três meses. No final do ano embarcou em direção à Eternidade, deixando viúva a senhora Mercedez Fernandez (de nacionalidade Paraguaia) e um filho único: Ricardo Wagner Fernandez Gosson, que também se formou em Farmácia. Ao contrário do meu pai – Elias Antonio Gosson – não tinha a menor aptidão para o Comércio. Certa vez declarou: “—eu não teria a menor estrutura para passar o dia em pé, esperando o freguês”. A sua praia era a Ciência. Quando os microscópios da faculdade quebravam, não era preciso levá-los para São Paulo. Ele sabia consertá-los.

Gostava muito de Música Erudita e das guarânias paraguaias. Conheceu sua esposa quando foi cursar Medicina no Paraguai. Metódico nos seus afazeres, o professor dava aulas no turno da tarde, passava a noite estudando e corrigindo provas e a manhã dormindo. Embarcou aos 62 anos de idade, deixando uma imensa saudade.

Eu não sabia que doía tanto!