(uma análise social dos fatos)

 Por Carlos Costa

 

Em todo e qualquer tipo de movimento social ou outro qual, mas que venha a ter a participação humana também existirá sempre os que reivindicam; os que protestam; os que exigem direitos e os que se aproveitarão nesses movimentos sociais legítimos para vandalizar, tumultuar e transformar em diversão e baderna, prejudicando à sociedade que paga impostos.  O que deveria ser um assunto sério, de alto nível e com pauta reivindicatória prévia, termina se transformando em uma espécie de vingança, rancor, raiva ou ódio! Isso tem ocorrido muito no Brasil ultimamente.

 

Como também deve estar ocorrendo em Brasília com os Governadores dos Estados que começam a discutir a reforma tributária, reduzindo e unificando a alíquota de IMCS sobre todos os produtos para apenas 4%, pondo fim a uma guerra fiscal que hoje existe entre os Estados, principalmente os interesses de São Paulo e do Amazonas, que há tempos travam uma guerra fiscal. Todos querem ter razão; outros contestam, mas, no fim, todos chegarão a um entendimento que una o Brasil em torno de um único ideal: o do desenvolvimento harmônico, sem sobressaltos, protestos e lutas que terminam por ser julgadas inconstitucionais pelo Supremo.

 

Também deve ter sido isso que ocorrera com os alunos que passam trotes ofensivos e racistas em calouros em várias universidades brasileiras. Acredito que em Mato Grosso, muitos baderneiros estão se aproveitado do momento de insegurança para queimar carros,  ônibus e prejudicar à segurança pública. Essa situação deve ter sido registrada em Santa Catarina e vários outros Estados. Isso sempre ocorre quando o MST ou outros movimentos sociais organizados decidem reivindicar alguma coisa: em todos esses movimentos, haverá sempre os mais exaltados. Isso é normal e natural. Mas os excessos, depredações de bens públicos, pichações exacerbadas, nunca serão aceitas ou toleradas pela Justiça.

 

Todos os legítimos movimentos sociais deveriam ser sérios, ordeiros, responsáveis, respeitosos e profissionais. Mas, infelizmente, nem todos agem assim, quer pelo calor do momento, ou das discussões, pelos desequilíbrios  nervosos de muitos ou pela parte contrariada em seus interesses ser radical demais e só entender se houver pressão excessiva e extrapolando o que seria natural. Isso também acontece, mas não deveria!

 

Depois da promulgação da Constituição dita cidadã, pelo saudoso deputado federal Ulisses Guimarães, movimentos sociais surgiram, a sociedade passou a ter que assumir de forma nem sempre organizada de vários conselhos, sendo um fiscal do povo. Mas não existe Constituição Cidadã se o povo não reivindica o que lhes falta, como por exemplo, a redução da pesada carga tributária.

 

O Governo Federal reduziu os impostos que lhes pertencem sobre os produtos da cesta básica, mas os governos estaduais ainda estão discutindo se reduzem ou não suas alíquotas de ICMS para um patamar menor, o que não prejudicaria ninguém, aumentaria o consumo e, por consequência, também a renda no final do mês no bolso do trabalhador e, melhor ainda, acabaria de uma vez por todas com a guerra fiscal e tributária entre todos os Estados.

 

Será que é muito difícil entender isso? Parece que está sendo! Mas eles se entenderão, pois estamos vivendo em pleno regime democrático e todas as opiniões, até mesmo as mais estapafúrdias terão e deverão ser respeitadas! Com relação aos trotes universitários em calouros, um bom exemplo vem de sete universidades do Rio Grande do Sul, que promoveram um dia de cidadania com os calouros, mostrando que é possível fazer um trote com respeito e não racista como ocorreu em outra universidade pública.


Carlos Costa

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