(A QUESTÃO DAS  DROGAS)

Por Eduardo Gosson (*)

 

“Meu querido menino, santos eram teus olhos,

o Senhor da paz está contigo em óleo” (Alexandre Abrantes)

 

O tráfico existe porque há mercado. Se  há mercado é porque o tráfico existe. Parece  lógica formal, mas não é. A  sociedade está profundamente doente e não quer se dá conta desta afirmativa. Sob a bandeira  É PROIBIDO PROIBIR é  que chegou-se ao presente com poucas esperanças.

No ambiente familiar, o álcool é incentivado desde muito cedo. Os jovens não sabem que de cada 100, 10 desenvolverão dependência química – doença incurável que a cada dia  destrói seres humanos, sobretudo os jovens. Fumar, beber e cheirar passaram a ser “valores normais”. É  considerado careta quem não adota estas práticas.Fui jovem, hoje estou maduro. Andei e conheci o  céu e o inferno de Natal.  Foram oferecidas drogas e prontamente recusadas. Perguntavam sempre:  “-você é careta?”

“-Sim,”  respondia com convicção

. Para  ser feliz ninguém precisa destes acessórios. Para ser  feliz o ser humano precisa no máximo de “açúcar, afeto e o doce predileto”, conforme canta o camarada Chico Buarque. Para ser feliz  é preciso ser feliz. E nada mais. O resto é tabela de co-senos e considerações de apreço ao senhor diretor.

(*) É Escritor. Presidente da União Brasileira de Escritores – UBE/RN. No ano passado, em 26 de maio, perdeu o filho Fausto vítima de overdose de cocaína.

E-mail: eagosson@gmail.com


O mês de Maio para mim está sendo muito doloroso: é o mês das mães, das noivas e da morte do meu filho Fausto por drogas. De lá até hoje o quadro é caótico: gradativamente as drogas tem avançado na sociedade ceifando sobretudo os jovens. Neste sentido inicio hoje uma série de 12 artigos (meus e de outras pessoas) acerca do problema. O título é COMBATE ÀS TREVAS. Como não tenho armas pesadas para o combate, uso as palavras porque sei do seu poder. Nenhuma PALAVRA volta vazia.
Conto com o apoio de vocês na divulgação!
 
Cordiais saudações do
Eduardo  Gosson