Por Thiago Gonzaga


1.      Marcos Silva você nasceu em Natal, no bairro do Alecrim, fale-nos um pouco da sua infância e juventude?

Lembro de trilhos abandonados, vestígios de bondes que não mais circulavam, ruas de areia, animais transitando livremente (inclusive, cavalos e vacas), criançada jogando futebol – eu era péssimo na área -, meu grande apreço por revistas e, depois, livros. Havia a feira, movimento de gente e materiais, odores e cores. Eu comecei a entender que morava num bairro de pobres só no começo da adolescência. Meu pai tinha grande respeito pela cultura, matriculou-nos (eu e minha irmã) em escolas particulares que considerava melhores, pagava com sacrifício, eu estudei na Aliança Francesa, comprava livros. O Alecrim, junto com o mundo meio rural, tinha dois cinemas, fui muito aos dois com minha mãe e minha irmã. Comecei a me aventurar mais na Cidade Alta e em Petrópolis a partir de uns 12 anos, passei a estudar no Sete de Setembro, depois fiz colegial no Atheneu, frequentava o Cine-Clube Tirol e a Livraria Universitária. Achava a pobreza desconfortável (falta de dinheiro para comprar coisas) mas nunca escondi de ninguém minha condição social. E guardava algum rancor em relação a meus amigos de classe média, sentimento que superei apenas quando virei classe média e notei que não era nada demais.

2.      Quais foram suas leituras literárias? Qual o livro que você leu, quando criança, que mais te marcou?

Comecei a ler quadrinhos, havia adaptações de obras literárias para aquela linguagem, descobri “Guerra e paz”, “Os miseráveis” e “Os sertões” por aquela via. Antes de conhecer os originais desses livros, li “Germinal”, que me impressionou muito. Depois, comecei a ler os russos, Graciliano Ramos, Machado de Assis, José Lins do Rego. Tudo meio sem ordem cronológica mas com pique. Não entendi um monte de coisas, pressenti que estava mexendo com um mundo importante para todos. Li Augusto dos Anjos e Rimbaud quando ainda moleque, com uns 14 anos, estranhava e me sentia fascinado. No Cine-Clube, conheci materiais bons sobre Chaplin e Buñuel, depois li Jean-Claude Bernardet, que me impressionou muito na época. Não li Monteiro Lobato na infância, entrei em contato com sua literatura para crianças quando já estava quase ficando adulto e gostei muito, até hoje considero “A chave do tamanho” uma obra prima.

3.      Com que idade você compôs os seus primeiros escritos? E abordavam que temas?

Acho que por volta de 14 anos, versos que perdi, temas amorosos imaginários; depois, tentei comentar romances, pinturas. Com uns 16 ou 17 anos, escrevi um comentário mais articulado sobre “Suor”, de Jorge Amado, mostrei para uma professora de Português do Atheneu, que gostou do que fiz. Perdi o texto. Lembro que eu valorizava especialmente a temática social, a literatura ajudando a entender a sociedade.

4.      Você chegou a frequentar as chamadas “Cocadas” em Natal, quem eram os seus amigos nessa época?

Lécio Arruda, que morava perto de mim, havia muita gente do Cine-Clube. Eu admirava o pessoal do PCB (seus argumentos contra a ditadura, as análises da sociedade capitalista) mas não sentia vontade de militar como eles, tinha a impressão de que eles me achavam alienadão (eu não me achava), eu não tinha aquela disciplina partidária. No Cine-Clube, havia um pessoal católico legal, com preocupações sociais, lembro do Gilberto Stabili. Os caras das “Cocadas” eram críticos em relação à ditadura, ainda muito preconceituosos em relação ao cotidiano. Houve um momento em que parei de ir às “Cocadas”, entendi que não era mais meu lugar, havia temas e provocações que não me diziam respeito.

5.      Marcos relate-nos um pouco de como e por qual motivo se deu a sua ida para São Paulo e seu ingresso como aluno na USP?

Fui procurar trabalho, eu precisava me sustentar, meus pais se separaram e eu pensava que tinha que me manter por conta própria. Trabalhei em escritório e banco, empregos humildes, fiz vestibular para História na USP. Eu queria estudar Artes Visuais mas o Curso era no período diurno (impossível para quem trabalhava como eu) e exigia investimento pesado em materiais de trabalho. Fiz Artes Visuais depois de meu doutorado em História, adorei fazer mas avaliei que não valeria a pena mostrar publicamente minha produção, que preservo como recordação pessoal. Comecei a lecionar História para adolescentes. Depois do mestrado, entrei na UNESP (Assis) e, em seguida, na USP como docente.

6.      O que levou a escolha do curso? Como foi seu período na Universidade?

Eu gostava muito de História da Arte, optei por História, aumentei meu gosto pela História como um todo. Fiz graduação num período medonho da ditadura (1972/1976), sumiço e assassinato de pessoas, horror, muito medo. Ao mesmo tempo, havia muita energia crítica no ar, grupos de estudo e leitura. Li mais coisas de Lucien Goldmann (que conhecia pouco quando morava em Natal), gostei muito de sua sensibilidade para literatura a partir do Marxismo, seu conceito de consciência possível, o diálogo com Psicologia piagetiana e Estruturalismo. Mas também apreciava autores de outras linhas teóricas, como o durkheimiano Pierre Francastel. Eu descobri Caio Prado Jr. antes da graduação, li mais coisas dele e de seus contemporâneos, os clássicos Gilberto Freyre e Sergio Buarque de Hollanda, o então novo Fernando Novais. Tinha lido pouco de Câmara Cascudo até então (gostava muito do ensaio sobre o fruto do pecado original), retomei mais sistematicamente a leitura desse autor depois de graduado.


7.      Como você se tornou Professor Titular em Metodologia da História na USP?

Minha carreira foi muito lenta, se pensarmos no ritmo atual das carreiras universitárias: mestrado em 1982, doutorado em 1987, livre-docência em 1999, Titular em 2007. Não me arrependo desse ritmo, ocupei meu tempo escrevendo coisas que me interessavam e orientando pesquisas. Avalio que publiquei um volume razoável de textos, sem encher lingüiça. Penso que isso contribuiu para arriscar o concurso. Metodologia da História é a área em que ingressei na USP no primeiro concurso para contratação, discute diferentes campos teóricos e técnicos, ajudou-me muito a pesquisar o que mais gosto em História: Cultura Visual (Caricaturas, Cinema), Literatura, sensibilidades.

8.      Quando você estreia em livro na literatura? Você participou de algum movimento cultural/literário na época de estudante?

Estreei em livro, individualmente, em 1982, “Contra a chibata – Marinheiros brasileiros em 1910”. Antes, publiquei uns poucos artigos. Será que o que eu mencionei agora era literatura mesmo? Havia o gosto de escrever, a busca da palavra bonita mas também exata para o conteúdo histórico. Escrevi quase sempre História. Queria que houvesse sabor textual, sim, mas será que era Literatura? Sim, faço letras de músicas desde os 17 anos, muita gente acha que não é Literatura. Traduzo uns poemas, especialmente da língua francesa. Enfim, o que é mesmo Literatura? Penso, como Barthes, que é o prazer do texto, o saber com sabor. Ofereço prazer e sabor?

9.      Fale-nos um pouco do seu primeiro livro “Prazer e poder do Amigo da Onça” (Paz e Terra, 1989)?

Esse foi meu segundo livro individual, versão modificada de meu doutorado. Eu admirava muito o personagem desde a infância, meu pai o acompanhava nas páginas da revista “O Cruzeiro”. Meu mestrado abordou o personagem Zé Povo, sofrido representante caricatural do povo, que aparecia sempre como vítima da política. Quando esbocei meu projeto de doutorado, pensei que O Amigo da Onça era o avesso de Zé Povo – aquele personagem era um vencedor permanente nas batalhas da sobrevivência. Procurei estudar seus significados no Brasil de 1943/1961. Explorei traços de estilo de Péricles Maranhão e o cotidiano do período.

10.  Você já escreveu e organizou quantos livros até a data atual?

Escrevi seis livros individuais (Contra a chibata - Marinheiros brasileiros em 1910; Prazer e poder do Amigo da Onça; Caricata República - Zé Povo e o Brasil; História - O Prazer em Ensino e Pesquisa; Câmara Cascudo, Dona Nazaré de Souza & Cia; Rimbaud etc. – História e Poesia) e um livro em parceria (Ensinar História no século XXI – Em busca do tempo entendido).  Organizei quatorze coletâneas (epensando a História;  República em migalhas - História Regional e Local; História em Quadro-Negro; Nelson Werneck Sodré na Historiografia Brasileira; Dicionário Crítico Câmara Cascudo; Brasil, 1964/1968: A ditadura já era ditadura; Clarões da tela – O cinema dentro de nós; São Paulo – Espaço e História; Dicionário Crítico Nelson Werneck Sodré;Cenas brasileiras – O cinema em perspectiva multidisciplinar; Metamorfoses das linguagens (Histórias, Cinemas, Literaturas); Ver a História – O Ensino vai aos filmes;  Câmara Cascudo e os saberes; Viva Luiz Damasceno!

11.  Relate-nos um pouco sobre a sua obra “Guerras do Alecrim”. Como surgiu à ideia inicial para a criação do livro? Do que ele trata?

Escrevi alguns artigos para o “Diário de Natal”, abordando temas potiguares. Além deles, realizei uma entrevista com Dona Nazaré Souza, antiga dançarina de Pastoris e Lapinhas, operária infantil e passadeira de roupa. Também editei uma entrevista ainda inédita de Newton Navarro, concedida em São Paulo, quando ele fez uma exposição ali. E a arguição de uma dissertação de mestrado defendida na UFRN sobre tema potiguar. Comento artistas plásticos, escritores, personalidades de Natal. Tem um lado proustiano, desdobramento de minha experiência anterior com o “Dicionário crítico Câmara Cascudo”.

12.  Fale-nos um pouco de como nasceu seu amor pelas Artes Visuais, pelo canto (música popular), e pelo cinema?

Artes Visuais foi paixão de menino, que cultivei como pude – amor nem sempre correspondido, mas vale o amor. Eu via reproduções de pinturas em revistas e livros. Comecei a desenhar, tentar pintar. Participei de algumas exposições. Considero que foi muito importante para minha formação. Não atribuo maior importância no que produzi para a coletividade, aconselho a verem Paul Klee e Ione Saldanha mesmo. Em canto, ocorria algo parecido, tive uma cultura de música popular radiofônica, acompanhei o grande momento musical que reagiu ao início da ditadura, as primeiras canções de Chico Buarque, o nascimento do Tropicalismo e do Clube da Esquina. O Cinema foi grande alfabetizador para mim, minha graduação na área se deu no Cine-Clube Tirol, que exibia filmes excelentes e ainda promovia debates muito bons sobre eles. Esses três campos de linguagem foram minhas universidades antes da Universidade, até hoje gosto muito deles.

13.  Marcos Silva o que você lê na atualidade? Quais são os seus escritores favoritos?

Releio muita coisa, sintoma da idade: Rimbaud, Euclides da Cunha, Cruz e Souza, Cecília Meireles, Lima Barreto. Tem um povo que foi considerado vanguarda nos anos 60 e 70 do século passado e que me agrada muito: Wladimir Dias Pino, Moacy Cirne. Tem a molecada do Substantivo Plural, tanto os mais consolidados estilisticamente quanto os que estão se fazendo agora e me atraem nesse fazer.



14.  Qual o seu escritor preferido dentro da literatura potiguar?

Sanderson Negreiros. Mas gosto muito também de Moacy, Zila, Cascudo, Dailor. E tem as figuras de Luís Carlos Guimarães, sedutor na tradição que dominava tão bem, Newton Navarro e Berilo Wanderley, excelentes cronistas. Newton é fascinante como intelectual pleno, animador cultural, artista múltiplo.

15.  Em sua opinião que falta para o escritor potiguar romper com os muros provincianos?

Se for pra falar genericamente, os muros foram rompidos ao menos desde Cascudo e Jorge Fernandes (precedidos por Auta de Souza, que foi prefaciada por Olavo Bilac, e Nysia Floresta, tão desnorteante), passando por Zila (que considero potiguar) e Moacy. Mas a batalha continua. Acho legal publicar no RN e também fora do estado. Em tempos de internet, a necessidade de editar em papel mudou pouco, livro ainda é suporte poderoso.

16.  Para você qual o melhor momento para escrever?

No momento em que dá tesão pra escrever. Sinceramente: independe da vontade, acontece. No elevador, no metrô, dirigindo o carro, fazendo amor... Acho bom não deixar para amanhã o que pode fazer hoje. Por outro lado, escrita é trabalho, retomada, coragem pra mudar (e até abandonar) o que foi começado.

17.  E seu interesse pela obra de Câmara Cascudo? Como foi a experiência de organizar a obra “Dicionário Crítico Câmara Cascudo”?
Li o ensaio sobre o fruto do pecado original e a Antologia do Folclore brasileiro quando ainda morava em Natal. O ensaio me impressionou muito. A antologia nem tanto – eu não entendia direito a importância daquela genealogia. Enquanto morava em Natal, a figura de Cascudo me intrigava porque misturava o ousado apoiador de Jorge Fernandes e colaborador de Mario de Andrade (ângulos que Moacy Cirne sempre valorizou) ao homem que convivia cordialmente com a ditadura dos anos 60. Continuo lastimando esse convívio mas entendi que ele não se confundia com as grandes conquistas de “Vaqueiros e cantadores” ou “Literatura oral”. O dicionário foi uma espécie de auto-reinvenção potiguar, para mim. Li ou reli textos de Cascudo, convidei pessoas que não conhecia diretamente, teve gente que não aceitou o convite, outros ficaram entusiasmados. Como noutras coletâneas que organizei, preferi misturar gente muito experiente com pesquisadores iniciantes, uns temperam os outros. Gostei do resultado final. Imodestamente, penso que o dicionário contribuiu para uma rediscussão nacional de Cascudo.

18.  Marcos Silva você reside há muitos anos em São Paulo, e os laços com a sua cidade de nascimento, continuam fortes? Você vem sempre a Natal?

Venho todo ano a Natal, tenho parentes e amigos aqui. Natal é útero e colo, teta e teto. Às vezes, fantasio que aposentarei e voltarei para cá, abrirei um restaurante com música ao vivo, passearei na praia toda manhã. Sonhar não ofende. Tenho amigos muito queridos em Natal: minha irmã Sonia, Claudio e Mailde, Luiz e Ivonilde, o povo do Substantivo Plural (adoção recíproca, incluídas as rusgas). Mas reconheço que meu amor é infiel, também gosto muito do caos paulistano, restaurantes e museus, outros amigos, meu trabalho. Acho que estou condenado à dupla territorialidade e à bigamia na relação com cidades.

19.  Do que sente falta no mundo da literatura?

De maior diversidade social na escrita e na leitura. Quase sempre, fica um circuito fechado de classe média ou alta. Pobre pensa e pode pensar muito bem mas suas escritas repercutem pouco e nem sempre ele tem acesso a leituras menos conhecidas.

20.  Passados alguns anos desde o lançamento do seu primeiro livro, como você o enxerga hoje? Mudaria alguma coisa, faria alguma alteração?

Gosto de meu livrinho sobre a Revolta da chibata. Hoje, seria totalmente outro porque o mundo vai mudando e espero acompanhá-lo e mesmo participar dessa sua transformação. Hoje, eu exploraria mais a Literatura de Lima Barreto, que não trata diretamente do assunto mas fala muito sobre negros brasileiros depois da Abolição.

21.  Em qual vertente literária mais se realiza escrevendo?

É difícil responder a isso, sou chegado a vários gêneros. Talvez o ensaio curto seja o que mais me satisfaz. Mas gosto de fazer poemetos. E tem os livros um pouco maiores que escrevo lentamente – o livro sobre Rimbaud, união de ensaios, demorou uns dez anos pra se completar.

22.  Você recentemente homenageou Luiz Damasceno, (da Livraria Universitária) em uma obra, como conheceu ele e como surgiu a ideia do tributo ?

Fomos contemporâneos no Cine-Clube Tirol, eu frequentava a Livraria Universitária, aprendi com Luiz a identificar livros de interesse, ele me emprestou livros, apresentou-me autores. Gosto muito de Luiz, mais que irmão. Admiro sua mistura de sagacidade e rabugice. A ideia da homenagem foi esboçada por Ivonilde, mulher de Luiz, Arlindo Freyre e João da Mata, amigos dele. Ivonilde me convidou para organizar o livro, topei de imediato porque considerei mais que justa a homenagem. Luiz é o máximo, toda homenagem a ele é pouca.

23.  Você tem acompanhando a produção literária contemporânea potiguar, algum novo nome desperta sua atenção?

Tem muita gente boa. Prefiro não destacar nomes. Quero realçar a importância de manter acesa a chama do pensamento inventivo, não se conformar com o consumo do que vende no Brasil e no mundo, tentar sempre, enfrentando a falta de dinheiro (é muito difícil vender livros). Aprendi a valorizar mais o fazer que o produto final. Em minha idade, aprecio a multiplicidade de gêneros, o diálogo entre novidades e tradições. Mas respeito a molecada que se encanta com suas novidades. No mundo onde vivemos, é muito importante manter acesa a chama da palavra (da imagem, do som, do corpo) reflexiva/o. O mercado gigantesco, ainda mais ampliado pelas redes de computadores, oferece a ilusão de que encontramos tudo pronto pra consumo. Considero isso péssimo. Precisamos continuar a fazer. Quanto mais poetas (músicos, cineastas, atores), melhor.

24.  Você é autor do projeto e coautor do texto final do “Atlas Histórico do Rio Grande do Norte”, relate-nos um pouco desse trabalho ?

A primeira ideia partiu de Afonso Laurentino, do Diário de Natal. Contei com a participação de meu ex-orientando Airton Cavenaghi, grande conhecedor de cartografia histórica. Procuramos fazer um material com qualidade interpretativa e acessível a pessoas de diferentes faixas etárias e diferentes interesses culturais. Não foi fácil. Acho que demos conta do recado. O material ficou muito bonito graficamente (Airton foi o grande responsável pelas imagens cartográficas). Soube que o volume circulou entre alunos de diferentes níveis escolares. Uma preocupação nossa foi pensar o local sempre articulado ao mundo. Espero que tenhamos atingido esse objetivo.

25.  Você fez Mestrado e Doutorado em que área? E seu Pós-Doutorado?

Sempre trabalhei no campo da História Social. Mestrado, Doutorado e Livre-Docência abordaram caricaturas e humor visual (Zé Povo, Amigo da Onça e Frandim, respectivamente). Fiz um pós-doutorado em Paris (Université Paris III) dedicado ao Muralismo mexicano. Tive o privilégio de pesquisar o que mais me atraía na vida cultural.

26.  Marcos Silva, numa perspectiva histórica, quais seriam, em sua opinião, os grandes nomes potiguares?

Câmara Cascudo, Newton Navarro, Djalma Maranhão, Moacir de Góes, Moacy Cirne, Mailde Pinto Galvão. E mais o homem e a mulher comuns que sustentam esse estado com seu trabalho cotidiano.

27.  E quais os seus planos literários para o futuro?

Gostaria de escrever mais sobre História e Literatura. Quero continuar a escrever poemetos. Será que ousarei reuni-los num livreco?

28.  Há alguma diferença do professor Marcos Silva para o Escritor Marcos Silva?

O conselheiro Acácio responderia que o professor professa e o escritor escreve. Espero que o conteúdo não mude. Acho que sou mais informal quando falo do que quando escrevo.

29.  Marcos Silva por Marcos Silva?

Boa gente, rabugento, carinhoso, explosivo, persistente, dispersivo, fiel aos amigos, deveria ter amado mais – mas ainda resta o resto da vida.