Ivan Maciel de Andrade
A partir de agora, vou suspender a série que venho escrevendo sobre Machado de Assis. Embora tenha ainda muito a escrever sobre aspectos pouco conhecidos ou, mesmo, desconhecidos da obra e da biografia de Machado. Estou, por exemplo, com o livro que recebi ontem da Livraria Cultura de São Paulo – “Machado de Assis – Crítica literária e textos diversos”, recém-publicado pela Unesp, de Sílvia Maria Azevedo, Adriana Dusikek e Daniela Mantarro Callipo – que contém vários textos de Machado “inéditos em livro”. Trata-se de nosso maior escritor – reconhecidamente, pela crítica nacional e internacional – e no entanto sua obra ainda não é sequer inteiramente conhecida. Machado foi tão genial como cronista, como foi como contista e, sem dúvida, como romancista (na chamada segunda fase, iniciada com “Memórias Póstumas de Brás Cubas”). Mas não há ainda uma publicação de suas obras completas que se possa considerar verdadeiramente satisfatória, como acontece em outros países com seus grandes escritores nacionais.
Meus artigos foram sempre condensados em razão do espaço que o jornal onde os publico me disponibiliza. O último artigo tinha, quando o escrevi – exemplificando -, cinquenta linhas; mas tive de reduzi-lo para pouco mais de trinta, à base de grande esforço de síntese e do corte de períodos em que eu emitia opiniões pessoais. Deixei apenas o que considerava essencial às informações que pretendia transmitir. Mas tudo bem: como no velho aforismo – quem faz o que pode, faz o que deve.